Antes de falar sobre qualidade científica, protocolos ou especialidades médicas, é preciso falar sobre pessoas. Sobre famílias que, diante de um diagnóstico de câncer, precisavam enfrentar não só a doença, como também a distância. Durante anos, muitos pacientes da região Norte foram obrigados a deixar suas casas, seus trabalhos e suas redes de apoio para buscar tratamento em outros estados. Foi a partir dessa realidade que nasceu a Oncológica do Brasil.

Macapá recebeu a clínica com uma estrutura especializada e dedicada ao cuidado oncológico. Com mais de 15 especialidades voltadas ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento contra o câncer, a Oncológica do Brasil é uma nova opção de assistência médica, uma proposta de cuidado centrada nas pessoas. Fundada pelo médico oncologista Dr. Luís Eduardo Werneck de Carvalho, a instituição nasceu a partir da percepção de uma necessidade que se repetia na vida de milhares de pacientes da região Norte: a busca por tratamento de qualidade longe de casa. Em muitos casos, a luta contra o câncer era acompanhada por outra batalha silenciosa, a necessidade de deixar para trás a família, a rotina, o trabalho e os vínculos afetivos para encontrar assistência especializada em outros centros do país. Movido pela inquietação de transformar essa realidade e democratizar o acesso à oncologia de excelência, o projeto teve início no estado do Pará, expandiu-se para Manaus e chegou em Macapá com o mesmo propósito que inspirou sua criação: oferecer atendimento humanizado, assistência multidisciplinar e qualidade científica sem que o paciente precise abrir mão das suas raízes.

Foi dessa visão que nasceu o conceito que orienta toda a atuação da clínica e resume sua essência em uma frase: "Tratamos o câncer". Cuidamos de pessoas." É sobre esse propósito, que une ciência, acolhimento e compromisso com a vida, que o Dr. Luís Eduardo Werneck de Carvalho conversa com a Revista YOU nas próximas páginas.

A Oncológica do Brasil cresceu e se expandiu de forma consistente pelo país. O que orientou esse crescimento e como você garante que a expansão não compromete a qualidade do atendimento?

Investimos fortemente em protocolos assistenciais, tecnologia, qualificação contínua das equipes, integração entre especialistas e governança clínica. Isso permite que um paciente atendido em Macapá, Manaus, Belém ou qualquer outra unidade, tenha acesso ao mesmo padrão de medicina que defendemos em toda a rede. Nosso crescimento nunca foi orientado apenas por geografia ou mercado. Ele sempre foi guiado pela necessidade das pessoas. Expandimos para regiões onde havia carência de atendimento especializado e onde podíamos gerar transformação real na vida dos pacientes. Mas existe uma regra inegociável: nenhuma unidade é aberta sem que possamos garantir o mesmo padrão de qualidade, segurança e excelência que caracteriza a nossa rede.

Qual é o propósito que move a Oncológica do Brasil todos os dias?

Nosso propósito é devolver esperança através da ciência e do cuidado humano. Quando uma pessoa recebe um diagnóstico de câncer, ela não chega até nós apenas como paciente. Ela chega como pai, mãe, filho, profissional, alguém que tem sonhos, medos e projetos de vida. Por isso, trabalhamos para que cada pessoa se sinta acolhida, respeitada e segura. Queremos ser reconhecidos não apenas pelos resultados clínicos, mas pela forma como cuidamos das pessoas durante toda a jornada do tratamento. 

O tratamento do câncer mudou radicalmente nas últimas décadas. Quais foram os avanços mais significativos?

A oncologia vive talvez o período mais revolucionário de toda a sua história. Hoje temos avanços extraordinários em imunoterapia, terapias-alvo, biologia molecular, diagnóstico genético e medicina personalizada. Muitos cânceres que antes eram tratados de forma semelhante agora recebem abordagens específicas para cada perfil tumoral. Na prática, isso significa tratamentos mais eficazes, mais seguros e com melhor qualidade de vida para os pacientes. O câncer deixou de ser tratado apenas pela localização do tumor. Hoje tratamos a biologia daquela doença em cada indivíduo.

Quais são os recursos tecnológicos que a Oncológica do Brasil utiliza e que fazem diferença real nos resultados dos tratamentos?

A tecnologia só faz sentido quando melhora a vida do paciente. Por isso, investimos continuamente em recursos que permitam diagnósticos mais precisos e decisões terapêuticas mais assertivas. Utilizamos testes genômicos e moleculares avançados, ferramentas de oncogenética, farmacogenômica, plataformas de integração clínica e protocolos internacionais baseados nas principais diretrizes científicas do mundo. Mantemos nossas equipes permanentemente conectadas aos grandes centros de pesquisa e aos principais congressos internacionais, como a ASCO. Nosso objetivo é fazer com que as inovações cheguem rapidamente ao paciente da Região Norte. 

Como a medicina personalizada funciona na prática e de que forma a Oncológica do Brasil já aplica essa abordagem?

A medicina personalizada parte de um princípio muito importante. Cada paciente é único. Hoje conseguimos analisar características genéticas do tumor e, em muitos casos, identificar quais tratamentos têm maior chance de funcionar para aquela pessoa. Na Oncológica do Brasil, essa abordagem já faz parte da rotina. Utilizamos testes moleculares, avaliações genéticas e discussões multidisciplinares para construir estratégias individualizadas. Não acreditamos em tratamentos padronizados para todos. Acreditamos em planos de cuidado personalizados para cada paciente.

O que representou estrategicamente a decisão de trazer a Oncológica do Brasil para Macapá?

Macapá sempre esteve no nosso radar porque entendemos que havia uma necessidade importante de ampliar o acesso à oncologia de alta complexidade na região. O Amapá possui uma população que merece receber atendimento de excelência sem precisar deixar o estado para buscar alternativas em outras capitais. Nossa chegada foi resultado de planejamento, estudos e, principalmente, do compromisso de reduzir desigualdades no acesso à saúde especializada. Não foi uma escolha casual. Foi uma decisão baseada em propósito. 

Quais foram os investimentos realizados para que a unidade de Macapá operasse com o mesmo padrão das demais unidades?

Desde o primeiro momento, nosso compromisso foi implantar em Macapá o mesmo modelo assistencial que consagrou a Oncológica do Brasil em outras regiões. Investimos em infraestrutura moderna, equipamentos, processos de qualidade, treinamento de equipes e integração tecnológica com toda a rede. Também trouxemos protocolos assistenciais padronizados e acesso ao mesmo corpo técnico e científico que sustenta a atuação das demais unidades. O objetivo sempre foi garantir que o paciente amapaense tivesse acesso ao melhor da oncologia contemporânea sem sair do seu estado.

O que diferencia a operação da Oncológica do Brasil em Macapá?

O principal diferencial é a combinação entre ciência, tecnologia e cuidado humano. Hoje, muitos pacientes conseguem realizar tratamentos que antes exigiam deslocamentos longos e desgastantes para outras capitais. Além da estrutura física e tecnológica, oferecemos atendimento multidisciplinar, acompanhamento especializado e acesso a terapias modernas dentro de uma rede que é referência no tratamento do câncer na Região Norte. Mais do que trazer serviços, trouxemos uma nova forma de cuidar. Uma forma que coloca o paciente no Centro de todas as decisões.

Quais são os próximos passos da Oncológica do Brasil?

Estamos constantemente investindo em inovação, capacitação profissional e ampliação dos serviços oferecidos. Nossa prioridade é continuar aproximando o que existe de mais moderno na oncologia mundial das pessoas que vivem na Região Norte. Também seguiremos fortalecendo áreas como oncogenética, medicina personalizada, diagnóstico avançado, telemedicina especializada e integração digital dos cuidados. O futuro da oncologia será cada vez mais preciso, e queremos liderar esse movimento.

Olhando para os próximos 10 anos, qual é a sua visão para a oncologia no país e qual papel a Oncológica do Brasil quer ocupar nesse cenário?

Acredito que veremos uma transformação profunda. Os tratamentos serão cada vez mais individualizados, baseados em informações genéticas, inteligência artificial e diagnósticos extremamente precisos. Teremos mais pacientes curados, mais qualidade de vida e terapias menos agressivas. Nesse cenário, a Oncológica do Brasil quer continuar sendo uma ponte entre a inovação científica e as pessoas. Queremos ser reconhecidos não apenas como uma instituição de excelência médica, mas como uma organização que ajudou a transformar o acesso ao tratamento do câncer na Região Norte do Brasil. Nosso compromisso é continuar crescendo sem perder aquilo que nos trouxe até aqui: a convicção de que a melhor medicina é aquela que combina conhecimento, tecnologia e humanidade.

A história da Oncológica do Brasil acompanha uma transformação que vem acontecendo na própria medicina. O que começou como a busca por oferecer atendimento especializado mais próximo dos pacientes virou uma rede estruturada, presente em diferentes estados da Região Norte. 

Mas, para a instituição, crescer nunca significou somente ampliar fronteiras geográficas. Significou levar conhecimento, tecnologia e acesso à oncologia especializada para regiões que historicamente enfrentam desafios nessa área. Uma missão que continua guiando a empresa e que hoje permite que cada vez mais pacientes encontrem, perto de casa, o cuidado, a segurança e a excelência que antes precisavam buscar em outros estados.